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Os cuidados após a chuva

O verão, no Brasil, significa tempo de chuva! E como chove! De novembro a março, em algumas regiões do país, as chuvas caem em cântaros praticamente todo santo dia.
Em geral, chuva e bicicleta não combinam. Entretanto, às vezes é inevitável tomar chuva durante uma pedalada.
O Bikemagazine visitou a Mega Bikers de Campinas e colheu algumas informações valiosas para que o ciclista possa se prevenir e dar uma manutenção adequada à bike.
As partes da bike que são mais atingidas pela chuva são as partes que têm movimento e/ou que giram. "O núcleo do cassete e a caixa de direção são os dois pontos mais críticos de uma bike, seja de ciclismo ou MTB", ensina Rodrigo Soares, mecânico da Mega Bikers, em Campinas (SP). Outros pontos a serem observados são os cabos [de acionamento do freio e dos câmbios], o movimento central, os pedais, os cubos de rodas, as sapatas de freio e, é claro, a corrente.
CAIXA DE DIREÇÃO
É um dos componentes mais afetados pela chuva, já que a roda dianteira lança água para cima com a bike em movimento. Os anéis de vedação não vedam 100% e permitem a entrada de água, que vai se instalar na pista onde rodam as esferas. Com o passar do tempo, essa água vai literalmente lavar a graxa e permitir a oxidação das esferas. Isso acontece mesmo com as caixas de direção de ótima qualidade.
O que fazer:

Após uma boa chuva o melhor mesmo é levar a bike para uma revisão completa em uma boa oficina.

Como prevenção dá para instalar um pára-lama, mesmo que improvisado. Veja foto.
CASSETE
Novamente, o próprio deslocamento da bike faz com que a água penetre pelas vedações e escorra para dentro do núcleo. Outras peças adjacentes afetadas são o eixo traseiro e o cubo da roda. O lado do cassete é o mais vulnerável.

O que fazer:

A parte externa do cassete (as catracas) você pode dar uma boa lavada e lubrificada.

O lado do cassete é o mais vulnerável para a entrada de água.

Quanto à parte interna, nada se pode fazer, a não ser levar a bike para uma boa revisão após a pedalada.

MOVIMENTO CENTRAL
A água pode penetrar pelos pequenos furos de respiro do quadro e também pelo canote de selim. A água, então, vai escorrer e se alojar ao redor do movimento central. Futuramente, na ocasião de se retirar este componente, vai dar uma dor de cabeça danada ao mecânico, já que estará "soldado" na rosca do quadro devido à oxidação. Outro fato que pode ocorrer é a entrada de água pela vedação do próprio eixo.
O que fazer:

Após uma chuva (ou mesmo uma lavagem) pode-se retirar o canote, virar a bike de ponta cabeça e deixar a água escorrer. Hoje em dia a maior parte dos eixos de movimento central são blindados, o que impede sua manutenção. Duram muito e não há nada que se possa fazer em seu interior. A manutenção freqüente desse elimina a chance da "soldagem" na rosca do quadro.
CABOS
Tanto os cabos de acionamento dos freios quanto os do câmbio entram água facilmente.

A lavagem da graxa, e a conseqüentemente oxidação dos cabos vai levar ao endurecimento e à imprecisão do acionamento.
O que fazer:

Dependendo do tipo de bike quanta água entrou, você mesmo pode fazer uma manutenção rápida nos cabos.
CUBO DIANTEIRO
Geralmente deixa entrar menos água que o cubo traseiro, mesmo assim, dependendo de como for a chuva, um pouco de água vai conseguir entrar. Cubos com rolamento são menos suscetíveis a este problema.
O que fazer:

De tempos em tempos levar a uma oficina para uma revisão e troca de graxa. Em casa, somente se tiver o ferramental necessário e alguma habilidade de mecânico.
QUADRO
Mesmo durante lavagens um pouco de água escorre para dentro do quadro via canote de selim, ou pelos pequenos furos de respiro do quadro já mencionados acima. A água vai se acumular na parte mais baixa da bike, ou seja, ao redor da caixa do movimento central. O perigo é a oxidação que vai ocorrer.

Bikes com quadros de cromo (ferro) se oxidam com relativa facilidade. Quadros de alumínio, embora menos sujeitos à oxidação, também sofrem com esse problema. No futuro o quadro pode apresentar uma ruptura nessa região devido à ferrugem.

O que fazer:

Após uma chuva pode-se retirar o canote, virar a bike de ponta cabeça e deixar a água escorrer. Ensina-se que um jato de spray tipo WD-40 pode retardar o processo de oxidação, especialmente nos quadros de cromo. No canote de selim uma fina película de graxa vai proteger este componente da oxidação e facilitar a retirada no futuro.
Atenção:
ao deixar a bike no sol para secar, deve-se retirar o ciclocomputador para evitar da tela de cristal líquido ser queimada pela ação dos raios solares.

SAPATAS DE FREIOS
Especialmente as mountain bikes que pegam uma chuva na terra merecem uma atenção especial nas sapatas de freios, que sofrem muita abrasão devido à areia que vai atritar entre a sapata e o aro.
O que fazer:

Verifique o desgaste das sapatas e se não há impurezas como areia e pedrinhas na área de contato com o aro.

Mountain bikes sob chuva costumam ter as sapatas desgastadas facilmente, nesse caso será preciso substituí-las.

Se a superfície de contato com o aro estiver irregular, pegue uma lima pequena e desbaste as arestas como na foto acima.
SUSPENSÃO
Este componente das mountain bikes tem relativa proteção conta a entrada de água. Os anéis e vedações protegem com relativa eficiência contra a chuva.
O que fazer:

A manutenção da suspensão deve ser feita em oficinas especializadas. No máximo, após uma chuva o ciclista deve proceder como descrito no item "MANUTENÇÃO".
CORRENTE
Basta um pouco de exposição à chuva para que toda a lubrificação da corrente vá literalmente por água abaixo. Mesmo as bicicletas de ciclismo sofrerão um desgaste maior na corrente sob chuva, pois toda a sujeira do asfalto será lançada para cima e misturada à corrente. Mountain bikes rodando no barro, o desgaste é ainda mais brutal.

O que fazer:
Em geral, uma boa limpeza e lubrificação já é o bastante para deixar a corrente em dia.

Cubos impermeáveis

O fabricante suíço Hügi de componentes para bicicletas produz os melhores cubos traseiros com proteção para chuva. Além de um sistema de vedações muito eficientes, esses cubos têm estrias em forma de hélice espiral que fazem com que a água seja sugada para fora com o movimento da bike. A Hügi é responsável pela fabricação dos cubos DT Swiss e também dos Hayes.

Segurança na chuva
Pela segurança do ciclista não se recomenda pedalar em dias de chuvarada, mesmo ciclistas profissionais e experientes, respeitam os dias de chuva e esperam o tempo melhorar para saírem às ruas. Ruas molhadas e escorregadias, pouca visibilidade dos motoristas, vidros embaçados, tudo isso acarreta grandes chances do ciclistas se envolver em algum acidente.

Em muitas regiões do Brasil, a chuva quase que tem hora marcada para cair. Cidades como São Paulo, Rio e outras cidades do sudeste brasileiro, no verão, as chuvas acontecem no período da tarde. Procure adequar seus horários de pedalada para o período da manhã e assim escapar das chuvas.
 
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